PCP reuniu com trabalhadoras e pais do Infantário “A Flor” e exige respostas urgentes ao Governo e Município

Uma delegação do PCP, composta por Alfredo Maia, Deputado do PCP na Assembleia da República, e por Leonor Medon e Fátima Almeida, membros dos organismos executivos da Direção da Cidade do Porto do PCP, reuniu hoje, com trabalhadoras e pais das crianças que frequentam o Infantário A Flor, em Ramalde, na cidade do Porto.

A reunião teve como objectivo ouvir directamente as trabalhadoras e as famílias, fazer o ponto de situação sobre o anunciado encerramento do infantário e avaliar os desenvolvimentos mais recentes, bem como as formas de intervenção necessárias para garantir respostas concretas.

O PCP considera profundamente preocupante que o encerramento desta resposta social possa ocorrer de forma abrupta, antes do final do ano lectivo, sem plano concreto, sem garantias para as crianças e famílias e sem salvaguarda dos postos de trabalho das trabalhadoras. Estão em causa dezenas de crianças, famílias trabalhadoras que podem ficar sem resposta e cerca de uma dezena de mulheres trabalhadoras confrontadas com a ameaça do desemprego.

No encontro, trabalhadoras e pais transmitiram a sua preocupação perante a ausência de respostas claras e a falta de diálogo efectivo, num contexto em que o Infantário A Flor desempenha uma função social importante, acolhendo crianças de diferentes nacionalidades e contextos socioeconómicos, sendo para muitas famílias a única solução encontrada após meses, ou mesmo anos, sem vaga noutras instituições da cidade.

O PCP reafirmou que esta situação não pode ser tratada como um problema meramente administrativo ou privado. Estão em causa os direitos das crianças, a estabilidade das famílias e os direitos das trabalhadoras.

O Grupo Parlamentar do PCP já dirigiu ao Governo, através do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, uma pergunta sobre esta situação, exigindo esclarecimentos sobre o conhecimento que tem do caso e sobre as medidas que tenciona tomar para impedir um encerramento abrupto, promover mediação urgente, defender os postos de trabalho e garantir protecção às crianças e famílias afetadas.

Também na Assembleia Municipal do Porto, a CDU questionou a Câmara Municipal sobre as diligências realizadas e sobre o papel que o município pode assumir para defender as famílias, as crianças e as trabalhadoras do Infantário A Flor.
O PCP continuará a acompanhar de perto esta situação, a pressionar o Governo e as entidades competentes para que sejam dadas respostas concretas e urgentes, e a avaliar todas as formas de intervenção que possam contribuir para salvaguardar os direitos das crianças, das famílias e das trabalhadoras.

Porto, 8 de junho de 2026
A Direção da Organização da Cidade do Porto do PCP

Share