Nova travessia fluvial Afurada – Ouro: uma conquista da luta das populações e da persistência da CDU
A inauguração da nova travessia fluvial entre a Afurada e o Cais do Ouro representa uma importante conquista para as populações de Vila Nova de Gaia e do Porto, correspondendo a uma reivindicação antiga que durante anos encontrou resistência, falta de vontade política e sucessivos adiamentos por parte de quem governou as autarquias, inclusive daqueles que agora apresentam a medida como sua.
A CDU saúda a entrada em funcionamento desta ligação, lembrando que a sua concretização não resulta de um gesto de boa vontade dos executivos municipais, mas sim da persistência da luta das populações e da intervenção consequente dos eleitos da CDU, que ao longo de vários mandatos levaram esta reivindicação aos órgãos autárquicos.
Na Câmara Municipal do Porto, na Assembleia Municipal do Porto, na Assembleia Municipal de Vila Nova de Gaia e nas freguesias de Lordelo e Massarelos no Porto e da Afurada e Santa Marinha em Vila Nova de Gaia, a CDU apresentou propostas, recomendações e intervenções em defesa da recuperação e expansão do transporte fluvial como parte integrante da rede pública de transportes da Área Metropolitana do Porto.
Enquanto outros encaravam o rio como um obstáculo ou apenas como um recurso turístico, a CDU sempre defendeu que o Douro deve ser colocado ao serviço das populações, dos trabalhadores e dos estudantes, promovendo ligações rápidas, cómodas e ambientalmente sustentáveis entre os dois concelhos.
A nova travessia permitirá reduzir tempos de deslocação, criar uma alternativa ao congestionamento das pontes, aproximar comunidades historicamente ligadas e incentivar a utilização do transporte público, contribuindo igualmente para a redução das emissões e para uma mobilidade mais sustentável.
A CDU considera, contudo, que esta inauguração não pode servir para esconder anos de atraso na valorização do transporte fluvial. O potencial do rio Douro continua muito longe de ser plenamente aproveitado, consequência da falta de investimento público e da ausência de uma estratégia integrada para a mobilidade metropolitana.
Esta nova travessia não deve ser entendida como um ponto de chegada, mas antes como um passo no caminho da necessária valorização do transporte fluvial no Douro.
A CDU volta a afirmar que importa prosseguir o investimento neste modo de transporte, assegurando:
- – o aumento da frequência das ligações e horários compatíveis com as necessidades dos trabalhadores, estudantes e restantes utentes;
– a criação de mais ligações fluviais que reforcem a mobilidade entre as freguesias e concelhos ribeirinhos da Área Metropolitana do Porto, aproveitando o potencial do rio Douro enquanto eixo estruturante da mobilidade.
– a gestão pública do serviço, através da STCP ou outra entidade pública de âmbito metropolitano, salvaguardando os interesses das populações;
– uma aposta efetiva no transporte público como alternativa ao transporte individual.
A mobilidade das populações não pode continuar dependente de pontes saturadas e de uma política que privilegia o automóvel em detrimento dos transportes públicos. O rio Douro é um recurso estratégico que deve ser colocado ao serviço de quem trabalha, estuda e vive na Área Metropolitana do Porto.
A CDU continuará a intervir para que esta conquista tenha continuidade e para que o transporte fluvial assuma o papel que lhe cabe numa rede pública de mobilidade integrada, sustentável e acessível.
Uma vez mais fica demonstrado que é a luta das populações, acompanhada pela intervenção persistente da CDU, que faz avançar a mobilidade na região e torna possível a conquista de melhores serviços públicos.
Porto, 22 de julho de 2026
CDU – Coligação Democrática Unitária








