CDU exige solução urgente para degradação do Bairro do Leal

O vereador da CDU na Câmara do Porto, Pedro Carvalho, pediu hoje uma “solução urgente” da Câmara Municipal do Porto para o Bairro do Leal , onde “num total de […]

O vereador da CDU na Câmara do Porto, Pedro Carvalho, pediu hoje uma “solução urgente” da Câmara Municipal do Porto para o Bairro do Leal , onde “num total de 60 fogos” estão habitados apenas 20, “quatro dos quais isolados e junto a escombros”. Estas declarações foram realizadas na sequência duma visita à zona no Bairro do Leal em Santo Ildefonso, próximo da Rua do Bonjardim. Nesta visita Pedro Carvalho foi acompanhado por eleitos da CDU na Assembleia Municipal e na União das Freguesias desta zona.

Na sequência desta visita e da constatação do estado de abandono e degradação que o bairro tinha atingido, o vereador da CDU declarou que “É urgente a Câmara ter uma resposta directa para isto. Este foi mais um crime de Rui Rio (anterior presidente da autarquia), desde que, em 2004, se começou a falar num projeto de recuperação para o bairro. Houve uma migração forçada de moradores e casas demolidas, destruindo-se uma comunidade local”.

O vereador lembrou que os terrenos do bairro estão integrados no fundo imobiliário criado para demolir o Bairro do Aleixo, mas considera que o mesmo “está moribundo” e foi “um falhanço total”, pelo que a Câmara “tem de resolver a saída do fundo como já fez no bairro da Mouteira”.

No início da constituição do fundo, do qual fazem parte empresas do Grupo Espírito Santo e, foi referida a reconstrução de casas na Baixa da cidade para realojamento dos moradores do Aleixo.

Pedro Carvalho sustentou, por isso, que “é preciso encontrar soluções”, seja de “habitação social” ou a “custos controlados” para se criar condições para realojamento.

“Existe uma zona de 16 fogos ocupados na parte do bairro construída depois do 25 de Abril [de 1974], onde chegaram a viver mais de 600 pessoas. Esta é a parte viva do bairro. No resto, um total de 60 fogos estão habitados por quatro pessoas. Na rua principal, duas pessoas vivem no meio de escombros”, descreveu o vereador, que hoje visitou o local.

Para Pedro Carvalho, estes moradores “têm de ser realojados o mais rapidamente possível, até por razões de segurança”, devido aos destroços das casas vizinhas. “Como é possível, no centro da cidade, ter esta zona completamente abandonada?”, questionou o vereador, recordando que a sua recuperação contribuiria para o repovoamento da Baixa.

Pedro Carvalho alertou, ainda para outras situações, como a de um restaurante abandonado “ocupado por emigração clandestina, que coloca questões de segurança e salubridade pública”.

A denúncia foi feita numa reunião camarária pública e, de acordo com o comunista, o vereador da Fiscalização e Proteção Civil, Sampaio Pimentel, terá referido que “nem seria caso único e que a autarquia estaria a estudar formas de intervir no problema”. “Mas a situação mantém-se. É um caso de insalubridade e condições infra-humanas, aparentemente ligadas a redes e máfias de tráfico de pessoas. Não se encontrava ninguém no local, mas dá para perceber que ali estão pessoas a viver tipo colmeia”.

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