Contra o encerramento de estações dos CTT o PCP convoca protesto

Protesto junto à estação da Galiza para 2ªf, dia 8 Janeiro, pelas 9h30m A recente informação pública sobre a decisão de encerramento de estações dos CTT confirma a concretização de […]

Protesto junto à estação da Galiza para 2ªf, dia 8 Janeiro, pelas 9h30m

A recente informação pública sobre a decisão de encerramento de estações dos CTT confirma a concretização de uma política de destruição do serviço público postal, com consequências profundamente negativas para as populações e empresas que recorrem ao serviço postal e a outras funções asseguradas pelos CTT.

Na cidade do Porto, desde 2011, foram encerradas 10 estações dos CTT – Antas, Loja do Cidadão, Pinto Bessa, Campo Lindo, Augusto Luso, Malmerendas, Palácio da Justiça, Rua Ferreira Borges (Bolsa), Lordelo do Ouro e S. Roque, tendo sido também retiradas várias dezenas de marcos do correio da via pública. Simultaneamente, foram assumidos por juntas de freguesia vários postos dos CTT, criando situações de transferência insustentável de encargos para o erário público de uma empresa que entretanto foi privatizada.

O encerramento das estações da Galiza e Asprela corresponderá a mais um sério golpe no serviço prestado pelos CTT à população e empresas da cidade do Porto, tal como acontece com a estação da Areosa que, estando ficando fisicamente localizada em Rio Tinto serve muitos portuenses.

Como se não bastasse, o PCP sabe que os CTT têm contactado juntas de freguesia no sentido destas assumirem mais balcões dos CTT, como por exemplo Costa Cabral e Amial, o que indica que há mais estações em risco de encerramento e que a Administração dos CTT têm um plano de redução mais vasto do que aquele que é do conhecimento público até ao momento.

O PCP realça a este propósito o silêncio de Rui Moreira. Note-se que o presidente da Câmara do Porto evoca frequentemente os temas da “descentralização” e da “discriminação do Porto” mas perante mais um sério ataque a serviços públicos fundamentais mantém até ao momento um estranho silêncio que contrasta com a defesa dos interesses da população da cidade.

Considerando a mobilização dos utentes fundamental para a defesa deste serviço público, o PCP torna público que irá levar a cabo uma acção de protesto junto à estação da Galiza na próxima 2ªf, dia 8, pelas 9h30m.

Desde já, o PCP anuncia que a irá levar à próxima reunião da Câmara do Porto, prevista para 3ªf, dia 9, uma proposta reclamando a manutenção das estações dos CTT que estão previstas encerrar e esclarecimentos acerca dos planos da Administração da empresa para a cidade.

Os CTT, desde 2014, já distribuíram aos seus accionistas mais de 240 milhões de euros. Ao mesmo tempo, desde a privatização, os preços têm subido escandalosamente e a qualidade do serviço tem sido crescentemente comprometida, na sequência dos despedimentos feitos e já anunciados.

É um imperativo nacional, de soberania, coesão territorial e justiça social, que se reverta a privatização e garanta o controlo público dos CTT e do Serviço Público Postal, como única forma de salvaguardar este serviço público estratégico para o país.

Porto, 4 de Janeiro de 2018

A Direcção da Organização da Cidade do Porto do PCP

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